11 de jul. de 2012

A VOZ DO BEM - Teria "Cachoeiras" ou "Demóstenes" em Paracuru?

Como está difiicil crer nos políticos brasileiros. O último golpe foi o caso do Senador Demóstenes Torres que de defensor da moralidade e dos bons constumes na política revelou-se na verdade como um mero garoto de recado do contraventor Carlinhos Cachoeira. Ao invés de defender os interesses do povo, que o elegeu, estava a serviço de empresários e contraventores que lhe financiaram a campanha e lhe presenteavam com mimos e muito dinheiro. Estes maus empresários usavam-no como um office-boy do crime e da contravensão. Será que em Paracuru, haveriam alguns "Cachoeiras" e/ou "Demóstenes". Para pensar sobre isto leia o artigo, de minha autoria, que será divulgado esta semana, no Jornal O Regional, sobre a vergonha que ex-prefeitos e vereadores tem causado à população de nossa pacata Paracuru.


Será que além de não fiscalizar os EX-PREFEITOS, alguns VEREADORES também cometem desvios?
Em Março/2010 escrevi no blog www.prgalba.blogspot.com, uma matéria intitulada.... Vergonha de Paracuru: Os Processos de Seus Ex-Prefeitos, onde se dava conta que os prefeitos da história recente de Paracuru tinham processos por mal uso de recursos públicos. E agora esta notícia de que a MAIORIA dos ex-presidentes da câmara de vereadores também está processada pelo Ministério Público é demais para se suportar. Como pode isso? Além dos vereadores não terem feitos seu papel de fiscalizadores do dinheiro público, facilitando os desvios praticados por ex-prefeitos, eles mesmos são acusados de desviar os recursos? Será que o povo de Paracuru pode suportar tanta vergonha e decepção?
A matéria escrita, na época, dava conta primeiramente da ação que o Ministério Público do Estado do Ceará, através da promotora de Justiça da comarca de Paracuru, Elizabeba Rebouças Tomé Praciano, havia ajuizado, em Março de 2010, uma ação civil pública por improbidade administrativa com pedido de liminar contra o ex-prefeito de Paracuru, José Ribamar Barroso Batista. Nesta mesma ação estavam citados no processo a comissão de licitação e outras pessoas de cargos de confiança da prefeitura. Citava a matéria que “Além da fraude provada no processo licitatório, o Ministério Público de Paracuru também verificou ilegalidade nos processos de pagamentos destinados à empresa vencedora da licitação, no montante de R$ 134.509,19, porém ela recebeu apenas R$ 69.138,00, no que significa que R$ 66.371,19 foram desviados." 


Em pesquisa do Google vê-se no PortalVerdesMares (21/07/2009 - 11:28) outra noticia, daquela época, sobre processos de Ex-prefeitos: "O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou Abner Albuquerque de Oliveira, ex-prefeito de Paracuru (CE), a devolver R$ 35.316,24 ao Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), por não prestar contas de recursos públicos federais repassados ao município." Continua a matéria afirmando que: "Ao atender citação do TCU, ele não apresentou nenhum documento que comprovasse a boa e regular aplicação dos recursos sob sua responsabilidade, limitando-se a afirmar que o objeto foi cumprido, e que a ausência de prestação de contas seria uma falha meramente formal."
Há ainda, na mesma pesquisa do Google, outro escândalo envolvendo mais um ex-prefeito de Paracuru. Assim noticiou na época (www.jurisway.org.br TCU - 4/1/2006): "O TCU julgou irregulares as contas de Luiz Bernardo da Silva Filho, ex-prefeito de Paracuru (CE), e o condenou a pagar R$ 19.624,61, valor já atualizado, por não prestar contas dos recursos repassados pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa), para execução de ações integradas no controle da dengue e febre amarela no município. O ex-prefeito terá que pagar, ainda, multa no valor de R$ 3 mil, e tem o prazo de 15 dias para comprovar o recolhimento das dívidas aos cofres da Funasa e do Tesouro Nacional."
Aliado a tudo isso, dizem que a atual gestora Érica de Figueiredo também acumula processos ajuizados pelo Ministério Público e que recentemente teve seu sigilo bancário quebrado por ordem judicial e suas secretárias de educação e de infraestrutura teriam sido afastadas por ordem judicial, em virtude de suspeita de mal uso de recursos públicos.  O Tribunal de Contas da União e o Tribunal de Contas do Município acabam de divulgar listas negras de prefeitos, vereadores, equipes de licitações e secretários municipais que também caíram na malha fina, onde figuram quase 4.000 gestores públicos com erros com dinheiro do povo ou improbidade administrativa.
O povo deve indagar: será que os vereadores não estão fiscalizando os atos da prefeitura. Ora ,se este é o principal papel deles, por que não há efetividade nesta fiscalização? Agora surge a notícia que o Ministério Público de Paracuru ajuizou ação contra vários ex-presidentes da câmara de vereadores, por mal uso de recursos públicos em licitações. Mas se eles foram colocados no cargo para fiscalizar o dinheiro público e não permitir desvios, será que além de não fiscalizar, ainda estão caindo no mesmo pecado de desviar as verbas públicas?
Estamos no período pré-eleitoral e as opções que se apresentam para o povo de Paracuru estão circundadas, direta ou indiretamente por estas mesmas figuras que foram acusadas por desvios. Indaga-se, portanto , se há saída para o povo de nosso município. Se há alguém que não vai meter a mão no dinheiro do povo.
A resposta é única. O povo tem de colocar na câmara de vereadores cidadãos de bens, comprometidos com a justiça social e com o bem da população, e não com o seu próprio bolso. Basta olhar para alguns políticos profissionais e ver que na maioria dos municípios do interior, algumas pessoas que nunca trabalharam em nada e tem carrões e mansões, enquanto o povo fica a passar necessidade.
Há necessidade urgente de se fazer uma grande transformação nas câmaras de vereadores, e não apenas nas prefeituras para se eleger representantes sérios, honestos, pessoas com valores cristãos no coração e que se preocupem com o social, e que sejam capazes de cuidar bem dos recursos públicos. Talvez assim se possa garantir que o dinheiro dos municípios seja aplicado para o bem da população e não para o enriquecimento ilícito dos espertalhões que embolsam os minguados recursos que vêm para socorrer os mais humildes.

Pastor Galba Freire, MSc.
Prof. de Gestão e Saúde Pública

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